Dom Casmurro e os Discos Voadores é o meu terceiro romance, mas o primeiro publicado em papel (Abismos do Tempo saiu como um ebook e o segundo, Encruzilhada, ainda está à procura de editora). Estou longe, portanto, de ser um romancista veterano. Nessas circunstâncias, a proposta de reescrever um dos principais livros de Machado de Assis foi nada menos que um desafio. Mas um desafio no qual eu mergulhei de cabeça e que me diverti muito peitando.
O convite veio em março deste ano, feito pelo Pedro Almeida, da Lua de Papel, um dos selos da Ed. Leya Brasil. Seguindo a tendência criada nos Estados Unidos por livros como Orgulho, Preconceito & Zumbis, de Seth Grahame-Smith, o Pedro reuniu um time de escritores para recriar clássicos da literatura nacional, recheando-os com elementos fantásticos. A mim coube Dom Casmurro e, quando eu cheguei à sede da editora para a primeira reunião, já tinha uma premissa na cabeça que eu achava que podia funcionar. O editor gostou da ideia, e eu passei os dois meses seguintes afundado no computador, tentando dar uma forma concreta à premissa. (Incidentalmente, é por isso que o blog ficou parado tanto tempo. Isso, mais uma operação de hérnia que não vem ao caso. :p)
Ok, para isso, era preciso definir alguns parâmetros.