Epistemonike Phantasia

“Há outros mundos – mas estão neste.” (Paul Eluard)

Posts de outubro \29\UTC 2009

Galeria do Sobrenatural

Publicado por Lúcio Manfredi em 29/10/2009

Galeria_convite

O blog ficou parado tanto tempo que nem sei se alguém ainda me lê. (Prometo que vou tentar consertar isso com atualizações mais frequentes, mas eu estou sempre prometendo que vou tentar consertar isso com atualizações mais frequentes.) Mas, para o caso de algum desavisado cair por aqui empurrado pelo vento kármico dos mecanismos de busca, fica o convite: dia 31 de outubro, das 15h00 às 18h30, a editora Terracota estará lançando na Livraria Martins Fontes (av. Paulista, 509) a coletânea Galeria do Sobrenatural, uma homenagem mais do que merecida à antológica série Além da Imaginação (Twilight Zone), criada por Rod Serling há exatos 50 anos. Além da sessão de autógrafos, o evento vai exibir o primeiro episódio de Além da Imaginação, seguido de um bate-papo com a crítica Fernanda Furquim, da Revista TV Séries.

Galeria_do_Sobrenatural_capaA

Organizado por Silvio Alexandre e composto por contos que buscam recriar a atmosfera de inquietante estranheza do seriado, o livro reúne alguns dos nomes mais expressivos da literatura fantástica brasileira, um ilustre convidado português e autores representativos da nova geração de escritores, além deste que vos fala, que não é nem nome expressivo, nem autor representativo, muito menos convidado ilustre,  mas que conseguiu entrar de bicão e está torcendo para não ser desmascarado no dia do lançamento.

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O Vício Inerente

Publicado por Lúcio Manfredi em 27/10/2009

Antes de mais nada, pode esquecer o conversê detonado por Lev Grossman, de que Thomas Pynchon finalmente resolveu desistir de seus experimentalismos barrocos e escrever um romance linear, acessível, com uma história que tem início, meio e fim. Inherent ViceQuem conhece a obra de Pynchon sabe que ela sempre se dividiu, grosso modo, em dois tipos de livros: de um lado, vastos painéis históricos, com zilhões de personagens e anti-enredos tão convolutos quanto uma jibóia com ataque epiléptico; e do outro, romances mais curtos, com menos personagens e enredo mais linear, geralmente focados na Contracultura dos anos 60 e adjacências. Inherent Vice, o Pynchon mais recente, pertence a este segundo grupo. É, de fato, mais acessível do que O Arco-Íris da Gravidade, Mason & Dixon ou Against the Day, mas não é nem mais, nem menos linear do que O Leilão do Lote 49 ou Vineland (o primeiro romance de Pynchon, V, é uma espécie de proto-síntese, o ponto de origem comum do qual partem os dois vértices da pynchonália).

(Abrindo um parêntese: afinal, quando é que sai a versão brasileira de Against the Day? E já que a Companhia das Letras está reeditando parte do seu catálogo em versão de bolso, por que não incluir na lista O Leilão do Lote 49 e Vineland?)

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